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Preso na cadeia de Lutécia suspeito de matar a ex a facadas em Tupã

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Preso na cadeia de Lutécia suspeito de matar a ex a facadas em Tupã

Durante o depoimento de mais de duas horas, Aílton Basílio permaneceu em silêncio. Débora Goulart foi morta no dia do aniversário da mãe: “dias antes ele prometeu presente inesquecível à sogra”, conta delegada.

Foi encaminhado para a cadeia de Lutécia (SP) o homem suspeito dematar a ex-mulher a facadas em Tupã (SP). Aílton Basílio estava foragido desde o dia crime, em 21 de agosto e foi preso pela Polícia Militar em uma pousada de Teresópolis, na região Serrana do Rio de Janeiro. Ele foi levado para delegacia de Quintana para prestar depoimento após os policiais da DIG de Tupã viajarem para o Rio para buscá-lo.

 

Segundo a polícia, ele fugiu após matar a bancária Débora Goulart com três facadas, com quem foi casado por 10 anos. O crime aconteceu na casa da vítima em Tupã (SP). Ao ser preso pelos policiais do Rio de Janeiro, Aílton confessou o crime, fato que foi confirmado pela delegada responsável pelo caso, Milena Davoli. “Conversei com ele informalmente e ele confirmou que matou a ex-mulher, mas não falou sobre os motivos.”, explicou a delegada.

 

No entanto, na delegacia de Quintana, o suspeito permaneceu em silêncio durante todo o depoimento, que durou mais de 2 horas. O advogado de defesa afirma que precisa de mais tempo para analisar o caso, por isso orientou que Aílton que não falasse nesse primeiro depoimento.

"Hoje, ele usou o direito constitucional dele de permanecer em silêncio e eu só vou me manifestar depois que olhar os autos pra traçar uma linha de defesa”, esclareceu Alexandre Martinez Ignatus.

 

Depois do depoimento, o suspeito passou pelo exame de corpo de delito e foi levado para a cadeia de Lutécia. "O inquérito já está em fase de finalização, nós estamos aguardando apenas o laudo do instituto de criminalística e a juntada dessas últimas etapas da investigação pra remeter ao juízo e ai então passa pras mãos do promotor e da Justiça”, completa a delegada.

 

Pistas da fuga

Desde início das investigações, o ex-marido de Débora foi apontado pela polícia como principal suspeito, pois testemunhas afirmaram que ele foi a última pessoa que ela viu ainda viva. A digital do suspeito também foi encontrada no sangue na faca utilizada no crime.

Aílton fugiu e deixou a faca cravada no peito da vítima. No dia seguinte ao crime ele já estava no Rio de Janeiro, no entanto, ele deixou várias pistas durante a fuga que ajudaram a polícia a encontrá-lo. O veículo da vítima, usado na fuga, foi encontrado em Maringá (PR) por um morador de Tupã no dia 18 de setembro.

 
Carro utilizado em fuga de suspeito de matar a ex-mulher foi encontrado em Maringá (Foto: Arquivo Pessoal)Carro utilizado em fuga de suspeito de matar a ex-mulher foi encontrado em Maringá (Foto: Arquivo Pessoal)
 

"Com isso, a equipe da investigação se deslocou até o Paraná e passou a seguir as pistas a partir da localização do veículo. No interior do carro tinha um ticket que era do estacionamento da rodoviária e então os investigadores conseguiram identificar que ele tinha pego um ônibus para cidade de Cascavel, de lá ele tomou um táxi e foi até a cidade de Foz do Iguaçu onde ele apanhou um voo para o Rio de Janeiro."

Em Foz do Iguaçu ele foi gravado pelas câmeras de segurança do aeroporto. Nas imagens, Aílton Basílio aparece no fim da fila para o embarque com um boné cobrindo parte do rosto.

Segundo a polícia, no Rio de Janeiro ele primeiro se hospedou em um hotel de luxo em Copacabana. Depois passou por outros hotéis e por último se hospedou em uma pousada na cidade de Teresópolis.

Um dos funcionários da pousada identificou Aílton como procurado pela polícia e o denunciou. Ele foi preso com R$ 24 mil em dinheiro.

 
Ailton Basilio foi flagrado no aeroporto (Foto: Divulgação / Polícia Civil)Ailton Basilio foi flagrado no aeroporto (Foto: Divulgação / Polícia Civil)

 

Crime premeditado

Segundo a delegada, há indícios de que o suspeito tenha premeditado o crime. Milena conta que Débora foi morta no dia do aniversário da mãe dela e, em depoimento à polícia, a mulher contou que dias antes do crime, os três estavam juntos e Débora lembrou que o aniversário da mãe estava chegando e Aílton teria dito que daria um presente inesquecível para a sogra.

 

“Isso demonstra que ele estava planejando o crime. Além disso, amigas contaram que no dia do crime Débora chorou várias vezes no trabalho e chegou a dizer para elas que estava em pânico, com medo que algo acontecesse”, afirma.

 

No dia do crime, Aílton esperava a vítima na casa dela, segundo as investigações. Imagens da câmera de segurança que fica próxima a casa de Débora, registraram a bancária chegando em casa no dia 21 de agosto à tarde. E horas depois, Aílton saindo do imóvel e entrando no carro da vítima.

O corpo dela foi encontrado no dia seguinte, depois que duas amigas de Débora decidiram ir até a casa dela, pois ela não atendia as ligações. O caso gerou revolta dos familiares e amigos, que realizaram uma passeata no dia 26 de agosto.

 

- Por Mariana Bonora*, G1 Bauru e Marília - 30/09/2017 12h36 - Com informações Gabriela Cardoso/ V TEM

 

 
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