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PRODUÇÃO DE LAVANDA NO INTERIOR DE SP

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PRODUÇÃO DE LAVANDA NO INTERIOR DE SP

Um lugar bonito por natureza. Encravado nas montanhas da Serra do Mar, em São Paulo, o município de Cunha é famoso por suas cachoeiras, suas cerâmicas vitrificadas e pela vista que, em dias claros, se estende até a praia. Há quatro anos, um novo item se incorporou a essa paisagem. Ideia da publicitária Fernanda Freire, que em 2012 resolveu fazer algo diferente na vida e plantou 40 mil pés de lavanda em três hectares do seu sítio. “Fui para a Provance, visitei alguns sítios, fazendeiros e destilarias para entender um pouco mais do que era o negócio e o que se fazia com a lavanda”, conta Fernanda. A Provance é uma região do sudeste da França, conhecida mundialmente pelos seus extensos campos de lavanda. Logo de cara, foi possível encontrar as principais moradoras desses campos: as siriemas. E as abelhas. Um jardim florido é um prato cheio para elas. Um dos cuidados mais importantes é preparar bem o solo para o plantio. Trabalho para seu José Carlos Rodrigues, que tem na cabeça a medida exata da cova para garantir o desenvolvimento das plantas. Em cada cova, 150 gramas de calcário, 70 gramas de fósforo e 50 tortas de nim. E o plantio só ocorre após alguns dias. “Ela vai incorporar o produto na terra, aí a planta vai desenvolver melhor”, conta. Foi usado um espaçamento de 50 centímetros entre plantas e um metro entre linhas. A lavanda não suporta excesso de água, por isso, os terrenos devem ser bem drenados. Em alguns casos houve até a mistura de areia na terra, como na plantação do Henry Villar. “A lavanda naturalmente cresce em regiões mais secas. Ela até tolera temperaturas mais altas, desde que sejam secas. Aqui no Brasil, o verão é quente, mas é um calor úmido e chuvoso. Um dos maiores inimigos da lavanda aqui no Brasil é a chuva”, conta ele. Henry é um cidadão do mundo, já viveu em vários países e há quase três anos escolheu Cunha para morar. O sítio foi comprado em 2015, já com toda a infraestrutura que envolve a produção de lavanda, um investimento aliado à contemplação. Na lojinha que fica na entrada do sítio, uma amostra da transformação do perfume do campo em diversos produtos. Todos fabricados pelas mãos do próprio Henry, que além da agricultura vem aprendendo outras atividades depois que adquiriu a lavoura de lavanda. Juliana Felipe é a engenheira química responsável pela destilação da lavanda colhida na primeira propriedade da reportagem. Para extrair um litro de óleo são necessários 160 quilos de lavanda. Para Fernanda, tamanha produtividade tem relação direta com a localização de Cunha, devido a altitude de 1.200, 1.300 metros e a temperatura anual que varia de 5 a 25 graus. A colheita é feita uma vez por semana e, nesse dia, dona Dilza Rodrigues tem um trabalho específico. “Eu venho na frente, cortando as florzinhas secas, depois eu debulho para fazer os sachês para colocar no guarda-roupa e nas gavetas”, conta. Depois que a dona Dilza passa, o Luis e Omair vêm na sequência, fazendo a colheita da lavanda que vai virar óleo. E o corte tem lá seus segredinhos. Como a beleza desse lugar também é apreciada por turistas, a colheita é feita de forma escalonada. O poder de atração da lavanda é tão grande que a plantação é um dos lugares mais visitados pelos turistas que vêm a Cunha. Cerca de três mil pessoas se deslocam até aqui nos fins de semana para apreciar esses campos. Muita foto, muita selfie e até beijos românticos. (Globo Rural)

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