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Professora relata medo de entrar em sala de aula após ameaças de aluno

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Professora relata medo de entrar em sala de aula após ameaças de aluno

Casos como esse ainda se repetem e causam temor, apesar da queda nos registros de violência dentro de escolas na região de Bauru. Estado aposta na figura do professor mediador para minimizar situação.

Professora que dá aulas há 15 anos afirma que agora tem medo de ir para escola de Lençóis Paulista (Foto: Reprodução / TV TEM)

As estatísticas mostram redução nos casos de violência nas escolas da rede estadual na região de Bauru (SP), no entanto, o assunto ainda provoca temor, depressão e desespero entre os professores que são vítimas dessas agressões e mostra que a violência física e verbal continuam fazendo parte do dia-a-dia de muitos profissionais. (Veja abaixo os dados de violência nas escolas).

 
 
Casos de violência dentro das escolas públicas preocupam educadores, pais e alunosCasos de violência dentro das escolas públicas preocupam educadores, pais e alunos

Em Lençóis Paulista, uma professora foi xingada e ameaçada por um aluno de 16 anos e, depois de 15 anos exercendo a profissão ela revela que tem medo de entrar na sala de aula.

 

"Ele falou que sou ‘uma vagabunda’, que não presto e não sirvo pra nada. Ficou me xingando, sempre em tom alto e dando passos pra frente, me sinto acuada e com medo. Qualquer coisa que eu faço é motivo pra ele dar risada, ele fala pra outro, mas fala de mim. Me sinto perseguida”, disse a professora, que pediu para não ser identificada.

 

A professora relata ainda que, depois de quase um ano aguentando a falta de respeito e ameaças, a situação ficou insustentável a partir do dia em que, durante uma discussão, o adolescente teria afirmado que iria “enfiar a mão na cara” da professora.

Os fatos aconteceram na Escola Estadual Rubens Pietraroia. A direção informou que o aluno já havia sido suspenso outras vezes por conta do comportamento agressivo. Com medo, a professora foi até a polícia, registrou um boletim de ocorrência por ameaça e se afastou do trabalho por duas semanas.

 
Escola Estadual de Lençóis Paulista foi palco de mais um caso de violência contra professores (Foto: Reprodução / TV TEM)Escola Estadual de Lençóis Paulista foi palco de mais um caso de violência contra professores (Foto: Reprodução / TV TEM)

O caso, porém, não é isolado. Segundo dados de uma pesquisa da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, o Brasil está no topo do ranking mundial de violência em escolas

Segundo a Apeoesp, o sindicato dos professores do estado de São Paulo, mais da metade dos educadores sofreu algum tipo de agressão, que vão desde ofensas e bullying, até ataques físicos, como o ocorrido nesta semana, em Marília, onde um aluno feriu um professor com estilete.

 

Professor mediador

Segundo um levantamento feito pela Secretaria Estadual de Educação, existe uma redução na quantidade de ocorrências em Bauru. Segundo o estudo, em 2015 foram 444 casos de violência registrados nas escolas estaduais. Neste ano, até agora, esse número caiu pra 120 casos.

O número ainda é alto e, para tentar reduzir os casos, a secretaria aposta na figura do professor mediador. Na Diretoria Regional de Ensino (DRE) de Bauru, que inclui outras 15 cidades, 25 escolas contam com esse profissional.

Com a ampliação do projeto que vai começar em outubro, todas as 94 escolas estaduais da DRE de Bauru passarão a ter pelo menos um professor mediador. Esse profissional tem a função de evitar desentendimentos entre alunos e educadores.

- G1 Bauru e Marília - 

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