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Rússia abre investigação de terrorismo em São Petersburgo

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Rússia abre investigação de terrorismo em São Petersburgo

Uma explosão entre duas estações de metrô no centro da cidade deixou onze mortos e cerca de cinquenta feridos

Rússia anunciou a abertura de uma investigação de ato terrorista após a explosão no metrô de São Petersburgo, entre as estações de Sennaya Ploshchad e Tekhnologichesky Institut, na região central da cidade, que deixou onze pessoas mortas e cerca de cinquenta feridos. “Uma investigação criminal foi aberta sob o Artigo 205 do Código Criminal [Ato de Terrorismo], mas os investigadores vão prosseguir com outras linhas de inquérito”, disse a porta-voz do Comitê Investigativo da Rússia, Svetlana Petrenko, à agência de notícias do país Tass.

Segundo a agência Interfax, a Russia já teria emitido mandados de buscas para duas pessoas pelo suposto envolvimento na explosão. “Duas pessoas estão sendo procuradas por suspeita de planejarem as explosões. Acredita-se que uma delas tenha colocado o artefato explosivo no vagão do metro e que a segunda pessoa tenha deixado uma bomba na estação de metrô Ploshchad Revolutsii”, disse uma fonte da área de segurança à agência.

Investigações preliminares indicam que um dispositivo explosivo foi detonado dentro de um vagão do metrô, por volta das 14h40 locais (8h40 em Brasília), informou Petrenko. “Um time de investigadores experientes e especialistas forenses foram enviados a São Petersburgo”, afirmou a porta-voz. De acordo com a agência russa Interfax, o dispositivo que causou a explosão estava dentro de uma pasta que foi colocada no vagão. Câmeras de segurança teriam registrado imagens da pessoa responsável.

Logo após o incidente, o presidente Vladimir Putin, que estava na cidade no momento da explosão, afirmou ser muito cedo para apontar a causa da bomba, mas não descarta a possibilidade terrorismo. “Já falei com o chefe de nossos serviços especiais e eles estão trabalhando para determinar a causa”, disse.

Já o primeiro-ministro da Rússia, Dmitry Medvedev, usou o termo “ato terrorista” em uma postagem no Facebook. “Aqueles que sofreram durante o ato terrorista no metrô de São Petersburgo receberão toda a assistência necessária”, escreveu.

Segundo a porta-voz do comitê, investigadores afirmaram que o condutor não parou o metrô no momento do ataque, o que foi uma decisão correta. “A explosão aconteceu entre as duas estações”, explicou Petrenko. “Ele tomou a decisão certa de ir até a próxima estação, o que permitiu que fosse iniciada uma evacuação imediata e oferecida assistência aos feridos. Isso ajudou a impedir que houvesse um número maior de mortos”, afirmou.

O governo de São Petersburgo declarou três dias de luto a partir de terça-feira na cidade, que é a segunda maior da Rússia. O metrô de São Petersburgo foi inaugurado em 1955 e hoje tem cinco linhas e 67 estações. Com mais de 1.600 carros, o metrô transporta 2,3 milhões de pessoas diariamente.

 

- VEJA.com (Com Reuters) - Por Da redação - 3 abr 2017, 16h19 - Atualizado em 3 abr 2017, 17h11

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