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Saúde alerta para o período com maior risco de transmissão de doenças pelo Aedes

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Saúde alerta para o período com maior risco de transmissão de doenças pelo Aedes

Com a aproximação dos meses de maior incidência, município reforça Educação em Saúde e ações de Vigilância para Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela

Outubro marca o início do semestre (outubro/março) com maior risco de transmissão de doenças pelo mosquito Aedes Aegypti. O principal motivo são as chuvas, que podem ampliar a oferta de água parada para a reprodução do vetor. Para ampliar a proteção dos moradores, a Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde Secretaria Municipal lançou um alerta e reforçou os cuidados para evitar criadouros.
 
Conforme protocolo do Ministério da Saúde, o combate ao mosquito que transmite dengue, zika, chikungunya e febre amarela é feito principalmente por meio de ações de Educação em Saúde. O esforço envolve Poder Público e população, para evitar que o mosquito se prolifere. 
 
Em Marília, neste ano, não houve registro de zika, chikungunya e febre amarela. De janeiro até o final de setembro, foram 20 casos de dengue. Já em 2016, o ano terminou com 230 registros da doença mais frequente provocada pelo Aedes. Um dos fatores para a redução foi a Campanha  “Marília em Movimento Contra o Aedes Aegypti”, realizada no primeiro semestre.
 
Secretária de Saúde, Kátia Santana, no lançamento da campanha
 
Todas as unidades de saúde do município contam com ACS (Agentes Comunitários de Saúde) e ACEs (Agentes de Controle de Endemias). O trabalho de visitas domiciliares é permanente, com acompanhamento dos Supervisores de Saúde. 
 
A Divisão de Zoonoses atua no suporte às equipes, intervenções preventivas em locais de grande circulação ou imóveis de interesse especial. Além disso, quando são constatados casos positivos, a equipe especializada realiza o BN (bloqueio com nebulização) e apoia o BCC (bloqueio de criadouros nas casas).
 
A enfermeira Alessandra Arrigoni Mosquini, supervisora da Vigilância Epidemiológica, explica que as doenças transmitidas pelo Aedes, em geral, possuem sintomas inciais parecidos. As epidemias podem acontecer quando há elevado número de mosquitos, oferta de água parada para o desenvolvimento de larvas e vírus em circulação contra os quais a população não tenha imunidade.
 
Não é possível prever cenários com precisão, mas uma maneira cientificamente aceitável de monitoramento é o LIRAa (Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti), realizado pela Sucen (Superintendência de Controle de Endemias).
 
“Atualmente está sendo feita essa apuração na cidade, até para nos apoiar enquanto Vigilância para as ações mais específicas que devem ser desenvolvidas nos próximos meses. Mas, de maneira geral, é importante que cada um faça a sua parte, cuide do seu espaço, verifique a existências de possíveis criadouros e elimine”, alertou a supervisora.
 
ALERTA
 
Os principais criadouros são os recipientes descartados a céu aberto ou reservatórios artificiais, onde acumula água de chuva. De uma simples tampinha de garrafa às piscinas, é importante que sejam tomadas providências.
 
A atenção deve ser redobrada com pneus, latas, vidros, garrafas, vasos de flores, pratos de vasos, caixas de água, tonéis, latões, cisternas, piscinas, bebedouros de animais, calhas e até ralos domésticos. O descarte adequado do lixo domiciliar, a cautela com os reservatórios de maior porte e a vistoria nas residências, a cada chuva, ajudam a evitar a proliferação dos insetos e, consequentemente, impedem o surgimento das doenças.
 
Texto: Carlos Rodrigues
Fotos: Divulgação / PMM
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