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Sesi-Bauru bate Osasco e conquista o inédito título do Paulista de vôlei feminino

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Sesi-Bauru bate Osasco e conquista o inédito título do Paulista de vôlei feminino

Vitória por 3 sets a 2, em casa, consagra a campanha invicta do time bauruense no estadual e barra a sétima conquista seguida do time da Grande São Paulo

Quatro anos após chegar à Divisão Especial do Campeonato Paulista de Vôlei feminino, a equipe do Sesi-Bauru conseguiu, na noite desta segunda-feira, a sua mais importante conquista ao vencer o Osasco-Audax, por 3 sets a 2 (25/21, 15/25, 21/25, 28/28 e 15/12), e sagrar-se campeã com uma campanha invicta de nove vitórias.

A partida, disputada em um ginásio Panela de Pressão, em Bauru, totalmente lotado, repetiu o placar de 3 sets a 2 no primeiro jogo da grande final, disputado no ginásio José Liberatti, em Osasco.

Nos momentos decisivos da partida, o Sesi-Bauru contou com suas principais jogadoras, especialmente a ponteira/oposta Tifanny, a primeira transexual brasileira a entrar em quadra em uma partida da elite do vôlei nacional, e a opsta italiana Valentina Diouf, com passagens pela seleção de seu país.

O Osasco-Audax, por sua vez, tentava o heptacampeonato seguido do Paulista, tendo chegado às últimas oito finais do estadual. Com um time ainda em consolidação, a esperança do técnico Luizomar seria contar com a principal contratação do time para a temporada, a norte-amerciana Destinne Hooker, que chegou para o lugar de Tandara. Mas ela, ainda sem condições físicas, assistiu à derrota de seu time do banco.

As duas equipes agora voltam suas atenções para a disputa da Superliga feminina, com início marcado para o dia 16. O Sesi-Bauru enfrenta o Barueri, em casa. Já o Osasco-Audax encara o São Caetano, no ABC Paulista.

 
Diouf foi destaque do jogo — Foto: Marcelo Ferrazoli / Sesi-Bauru

Diouf foi destaque do jogo — Foto: Marcelo Ferrazoli / Sesi-Bauru

 

O jogo

 

Apoiado por um ginásio totalmente lotado, o Sesi-Bauru começou a partida apostando na receita que deu certo no jogo de ida da decisão: bola alta na ponta para a italiana Valentina Diouf, autora de 25 pontos na partida em Osasco. As bauruenses mantiveram a dianteira do placar até que, em 13 a 11, o técnico Luizomar resolveu pedir o primeiro tempo para acertar seu time.

O Osasco-Audax ensaiou reações, chegou a empatar o placar, mas esbarrava no alto índice de erros, de ataque e de saque. Luizomar parou o jogo novamente quando viu as rivais abrirem quatro pontos (18 a 14). A diferença caiu e, com 20 a 19 foi a vez do técnico Anderson Rodrigues pedir seu primeiro tempo.

Na reta final, a oposta Tifanny entrou em quadra pela primeira vez e o Sesi-Bauru, com uma série de bloqueios, chegou ao set point. E ficou reservado para Tifanny fechar o set em 25 a 21, em 29 minutos.

O Osasco-Audax começou melhor o segundo set e, investindo num eficiente esquema de bloqueio seguido de contra-ataques, pela primeira vez na partida assumiu a dianteira do placar. Anderson parou o jogo quando as visitantes chegaram a 9 a 6, mas diferença seguiu subindo. Tifanny foi acionada, mas parou diversas vezes no bloqueio osasquense. Com a diferença estabilizada na casa dos seis pontos, Luizomar resolveu acionar a experiência de Paula Pequeno pela primeira vez na partida. O time da Grande São Paulo seguiu tranquilo no jogo e, com bloqueio simples de Mari Paraíba, fechou o segundo set em fáceis 25 a 15, em 28 minutos.

 
Jogo foi alucinante no Panela de Pressão — Foto: Victor Lira / Sendi Bauru BasketJogo foi alucinante no Panela de Pressão — Foto: Victor Lira / Sendi Bauru Basket
 

O placar elástico do set anterior derrubou o ânimo da torcida, e o Osasco-Audax aproveitou para de novo sair na frente, graças a um bloqueio eficiente que parou Valentina. Anderson Rodrigues parou o jogo, mas na volta a italiana mais uma vez parou parede osasquense comandada pela central Walewska.

Em mais uma tentativa de frear a escalada das visitantes, o técnico do time bauruense acionou a experiência da veterana Arlene, de 48 anos, na tentativa de melhorar o passe diante do eficiente saque do Osasco-Audax. A diferença, que chegou a sete pontos, caiu para três e reacendeu a torcida no Panela de Pressão. Com 20 a 17 a seu favor, Luizomar parou o jogo para interromper a tentativa de reação das anfitriãs e o Osasco “trocou pontos” até chegar ao set point em 24 a 21. E, num erro de Tifanny, Osasco fechou a parcial em 25 a 21, em 29 minutos, e virou o jogo para 2 sets a 1.

No quarto período, mais uma vez o Osasco-Audax tomou a dianteira do placar, com excelente aproveitamento de Mari Paraíba na entrada de rede. Mas as bauruenses melhoraram o saque e conseguiram assumir a frente do marcador (9 a 8), algo inédito desde o set inicial, o que fez o técnico Luizomar parar o jogo.

A desvantagem desestabilzou as osasquenses, que passaram a errar muito, principalmente na recepção, o que permitiu que Bauru abrisse vantagem confortável (20 a 15). Mas a passagem de Walewska pelo saque, e com seguidos bloqueios, recolocou o Osasco na partida, com o empate em 23 pontos.

Diouf garantiu o set point para Bauru e Tifanny teve a chance de fechar, mas atacou para fora. Na chance que Osasco, Paula Pequeno errou feio, sem bloqueio. E, num bloqueio de Valquíria, Bauru fechou a parcial em 28 a 26, em 33 minutos, empatou a partida em 2 a 2, e ficou a um tie-break do título.

No quinto set, mais curto, o Sesi-Bauru tomou a frente logo o no início com o jogo de força de Tifanny e a eficiência de Diouf na ponta. Bauru cehgou a abrir quatro pontos, mas Osasco ensaiou uma reação na reta final. Tifanny garantiu o set point para Bauru e, num erro de ataque de Leyva, as bauruenses fecharam o tie-break em 15 a 12 e soltaram pela primeira vez o grito de “é campeão”.

G1 - Por Sérgio Pais — Bauru, SP - 

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