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Sete pontos para entender a história do desembargador que humilhou guardas

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Sete pontos para entender a história do desembargador que humilhou guardas

Após se recusar a usar máscara, o desembargador Eduardo Siqueira ofendeu guardas, foi multado, passou a ser investigado pelo CNJ e recebeu duras críticas do prefeito de Santos

O desembargador Eduardo Almeida Prado Rocha de Siqueira. do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), tornou-se, neste fim de semana, um dos assuntos mais comentados do pais. Isso porque, além de se recusar a usar máscara durante uma caminhada pela orla de Santos, ele ofendeu e humilhou os membros da guarda municipal que o abordaram. Veja a seguir sete pontos para entender toda a história.

1. Os vídeos que mostram Siqueira sendo desrespeitoso

Os vídeos que revelaram o episódio para todo o país começaram a circular nas redes sociais no sábado (18/7), dia em que a Prefeitura de Santos realizou uma ação intensa para coibir o desrespeito à lei que obriga o uso de máscara em vias públicas da cidade. Um dos vídeos mostra o desembargador fazendo uma ligação e se referindo a um dos guardas como "analfabeto". Em outro, é possível ver que ele, após tentar dar sua carteirada, é multado assim mesmo. No entanto, não muda sua atitude e decide amassar a multa e jogá-la no chão.
 

2. Desembargador foi multado duas vezes

A decisão de rasgar a multa e jogá-la no chão, por sinal, foi a razão de Siqueira não receber apenas uma, mas duas multas. Além da multa de R$ 100 por não usar máscara, ele acabou recebendo a pena de pagar mais R$ 200,30 por descarte de lixo em local apropriado.
 

3. O terceiro vídeo, parte em francês

No domingo, um terceiro vídeo do desembargador no episódio veio à tona. Nele, Siqueira critica o trabalho dos guardas municipais, cita várias vezes ser amigo ou familiar de pessoas "importantes" e, em determinado momento, aparentemente tentando mostrar-se superior, começa a falar em francês.
 

4. A surpresa: desembargador coordenou área da saúde

Também no domingo, ficou-se sabendo que, embora não colabore com a medida que busca reduzir a propagação da covid-19 no país, Eduardo Siqueira já coordenou o setor de saúde do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).
 

5. TJSP e CNJ se manifestam

O TJSP e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) emitiram notas condenando a postura de magistrados que não respeitam as leis e informando que o comportamento do desembargador seria apurado para verificar se houve conduta antiética. O CNJ defendeu que a investigação fique apenas com o conselho, para evitar eventual parcialidade do TJSP.
 

6. Prefeito condena magistrado e condecora guardas

O prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), publicou uma carta nas redes sociais criticando o desembargador. Para ele, esse é "o perfil da arrogância e da prepotência de alguns homens públicos que usam da sua posição privilegiada para desrespeitar a sociedade, macular as próprias instituições a que pertencem e o que é pior: menosprezar o agente da lei e humilhar o ser humano", comentou. Ele também anunciou que vai condecorar os dois guardas.

7. Os guardas desabafam e serão condecorados

Os guardas municipais Cícero Hilário Roza Neto, que foi ofendido, e Roberto Guilhermino, que filmou a reação do desembargador, participaram no domingo de uma live com o prefeito de Santos. "O momento que fiquei mais chateado foi quando me chamou de analfabeto e perguntou se eu sabia ler", contou Cícero em uma live na página do prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), neste domingo (19/7). "Quando eu cheguei em casa, minha filha perguntou o que eu tinha feito para ele agir daquele jeito comigo, mas eu não sabia o que responder, só disse que estava fazendo meu trabalho", comentou.
Sete pontos para entender a história do desembargador que humilhou guardas
 
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