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Suspeito de matar vigilante desafia polícia e Lei Eleitoral na web: 'Terão que me pegar'

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Suspeito de matar vigilante desafia polícia e Lei Eleitoral na web: 'Terão que me pegar'

Jovem, de 24 anos, ainda escreveu, segundo a polícia, que não seria preso em razão das eleições. Suspeito, entretanto, está com o Título de Eleitor suspenso, e foi detido.

Rapaz foragido desafiou a polícia em rede social, em Praia Grande, SP — Foto: Reprodução

 

A Polícia Civil prendeu Adilson Alves da Silva Junior, de 24 anos, suspeito de participar da execução do vigilante José Pedro da Silva Filho, de 33, em Praia Grande, no litoral de São Paulo. O jovem desafiou as autoridades nas redes sociais, ao dizer que não seria detido por conta da Lei Eleitoral. A informação foi confirmada pela corporação nesta sexta-feira (5).

O crime ocorreu no dia 2 de junho deste ano. O vigilante foi surpreendido em casa, no bairro Trevo, quando se preparava para trabalhar. Dois rapazes pularam o muro, invadiram a residência e, ao simularem um assalto, fizeram a vítima se ajoelhar e a executaram com um tiro na nuca. A dupla fugiu para paradeiro incerto.

O caso passou a ser investigado pelo Setor de Homicídios da Delegacia Antissequestro (Deas) de Santos, que localizou Silva na quinta-feira (4), também em Praia Grande. Antes da detenção, autorizada pela Justiça de São Paulo, os policiais foram desafiados pelo suspeito, ciente da busca, nas redes sociais.

"Mó ódio. Foragido de novo, mas eles vão ter que me pegar, porque me entregar nunca", publicou o suspeito. A polícia ainda informou que o rapaz postou outras mensagens em referência à Lei Eleitoral, que impede a prisão de criminosos sem que haja o flagrante do delito, justamente como não era o caso dele.

"Os policiais pesquisaram o suspeito junto ao Tribunal Regional Eleitoral, constataram que o Título de Eleitor dele estava suspenso e, por isso, não tinha direito ao benefício do salvo conduto eleitoral, realizando a prisão temporária deferida pela Justiça", informou a Polícia Civil, em nota.

Adilson Junior foi localizado, preso e não resistiu. Encaminhado à Deas de Santos, ele prestou depoimento e foi levado à Cadeia Pública da cidade, anexa ao 5º Distrito Policial de Santos. A Polícia Civil informou que trabalha para tentar identificar o outro envolvido no crime cometido contra o vigilante.

- Por G1 Santos - 05/10/2018 05h14

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