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Suzane von Richthofen deixa a prisão para o Dia das Mães

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Suzane von Richthofen deixa a prisão para o Dia das Mães

Anna Carolina Jatobá, condenada pela morte da enteada Isabela Nardoni, também foi beneficiada com a saída temporária

Suzane von Richthofen deixou a penitenciária feminina de Tremembé (SP) nesta quinta-feira para o benefício da saída temporária do Dia das Mães. Em 2002, ela foi condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato dos pais, Manfred e Marísia von Richthofen, atuando junto com o então namorado, Daniel Cravinhos, e o irmão mais velho deste, Cristian.

A saída é um benefício concedido até cinco vezes ao ano a detentos do regime semiaberto que possuem bom comportamento e podem ficar sem vigilância, no período limitado a até sete dias, mediante o registro de um endereço fixo de permanência fora do presídio. Suzane já era esperada pelo noivo e seguiu com ele para Angatuba, na região de Sorocaba, onde o empresário mora.

A lei não proíbe que criminosos condenados pelo assassinato dos pais tenham direito ao benefício nas datas comemorativas dos dias dos pais e das mães.

Outra detenta famosa, Anna Carolina Jatobá, condenada a 26 anos e oito meses de cadeia pela morte da enteada Isabela Nardoni, também foi beneficiada com a saída temporária correspondente ao dia em que se prestam homenagens às mães. Ela saiu do presídio um pouco antes da colega de prisão. Seu destino de Anna Jatobá não foi informado.

Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), as duas devem se apresentar de volta à Penitenciária Santa Maria Eufrásia Pelletier, em Tremembé, até as 17 horas de terça-feira, dia 15. A presa cumpre pena desde 2006 e, há três anos, está em regime semiaberto. A Defensoria Pública de Taubaté entrou com pedido de progressão para o regime aberto, no qual o detento fica em liberdade.

Teste

No último dia 3 de maio, Suzane foi submetida ao teste de Rorschach, avaliação psicológica também conhecida como “teste do borrão de tinta”. O resultado é avaliado pela Justiça e há expectativa de que seja concedido a ela o regime aberto. Em abril, VEJA revelou que Suzane von Richthofen ainda relutava em submeter ao exame psicológico determinado pela Justiça.

Na ocasião, sua defesa argumentava que Suzane tem direito à progressão por ter cumprido tempo suficiente de pena e por seu comportamento na prisão, não sendo obrigada a se submeter a quaisquer exames. Seu advogado, o defensor público Saulo Oliveira, afirmou que ela não deve ser “objeto de estudo” para passar por testes que não são comumente aplicados à população carcerária.

“A decisão de submetê-la (Suzane) a exames rigorosos ocorre porque ela cometeu crime grave, um duplo homicídio contra a própria família. É uma medida para proteger a sociedade”, justificou o promotor Paulo de Palma em seu parecer. Em 2014, a primeira vez em que ela se submeteu a esse procedimento, o teste de Rorschach, o laudo a descreveu como “manipuladora”, “dissimulada”, “narcisista” e “possuidora de agressividade camuflada”.

No caso de Anna Carolina, seu advogado também pediu a progressão de regime, alegando que ela já ficou o tempo legal na prisão e pode cumprir em casa o restante da pena. A presa foi condenada, juntamente com o marido, Alexandre Nardoni, pela morte de Isabela, jogada do sexto andar do prédio onde moravam, na zona norte de São Paulo, em março de 2008.

- VEJA (com Estadão Conteúdo) -

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