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Zeladores de escolas municipais de Marília são demitidos e entram na Justiça para receber salários atrasados

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Zeladores de escolas municipais de Marília são demitidos e entram na Justiça para receber salários atrasados

Prefeitura informou que transferiu auxiliares de serviços gerais para as vagas e que a segurança nas escolas é feita por vigias da prefeitura e por serviço de monitoramento.

A prefeitura de Marília encerrou o contrato com uma empresa terceirizada, que prestava serviços de zeladoria nas escolas municipais. São pouco mais de 50 escolas que tinham o serviço de zeladoria na cidade, rompido em março. Todos os profissionais que prestavam esse serviço acabaram demitidos e ainda não receberam parte dos salários, do 13º e da rescisão dos contratos.

 

"A gente ficou sem receber o salário do mês de fevereiro, o aviso de fevereiro e parte do 13º, que está na mão da prefeitura para passar para gente. E fora a rescisão que a gente assinou sem pegar nenhum tostão, sem multa, sem receber férias, nada", reclama o zelador Alessandro Pereira.

 

Os 155 zeladores entraram na Justiça para cobrar a empresa terceirizada pelos atrasados e indenizações. “Fica esse jogo de empurra, a prefeitura fala que não deve nada para gente, a Proseg fica com esse jogo de empurra-empurra daqui, empurra dali. Agora teve audiência ontem, e pediram mais vinte dias para passar o dinheiro para gente", conta a zeladora Rosana Jacob.

A prefeitura informou que transferiu auxiliares de serviços gerais para as vagas deixadas pelos zeladores e que a segurança nas escolas é feita por vigias da prefeitura e por serviço de monitoramento. O responsável pela Proseg, a empresa que prestava os serviços de zeladoria à prefeitura, disse que mandaria uma resposta sobre a situação dos funcionários, mas até a publicação desta reportagem não retornou.

Pais e alunos dizem que esse serviço está fazendo falta. A escola Edmea Rojo que fica na zona sul foi invadida por vândalos durante o fim de semana. Eles entraram pelos fundos e vários produtos de limpeza foram furtados, de acordo com o boletim de ocorrência. Essa não foi a primeira vez. Em fevereiro, a escola foi depredada por vândalos.

Em outro caso, os criminosos entraram em uma escola, que fica na zona oeste, também durante o fim de semana e levaram três ventiladores. Ninguém foi identificado.

Com esses, só neste ano, já foram três ocorrências em escolas. Mesmo número registrado ao longo do ano passado, mas o que está aumentando a preocupação de pais e alunos é que desde março, os zeladores que ajudavam a cuidar da segurança dentro das escolas, não trabalham mais para o município. "Era muito melhor porque ele ficava aqui e não acontecia nada, ele ficava na escola e nunca acontecia nada", reclama o estudante Mayke Aquiles, de 10 anos.

Zeladores de escolas municipais de Marília são demitidos e entram na Justiça para receber salários atrasadosEscolas públicas de Marília estão sem zeladores (Foto: Reprodução/TV TEM)
 
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